Você se idealiza? Não? Eu também achava que não... - Juliana Infurna

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Você se idealiza? Não? Eu também achava que não…

Você idealiza ou se auto-idealiza?

Não né… bem, eu também achava que não. Até esse último Carnaval.

Este período entre eclipses foi de muito aprendizado por aqui. A verdade é que, apesar de conhecer e sentir as energias que me transpassam, eu ainda não aprendi totalmente a arte de me polarizar “positivamente” quando uma energia mais densa chega… e estamos o tempo todo sujeitos a elas, a vida é uma troca e a mente um grande receptor de energias.

Estes eclipses: lunar e solar no início do ano nos eixos de Leão e Aquário mexeram muito comigo, aliados a alguns processos bem complexos os quais eu passava, dignos dos 33 (que idade gente! rs)… posso dizer que fui virada ao avesso.

Eu passei por uma grande crise existencial envolvendo a minha imagem, como me posiciono e o meu compartilhar.

Sinceramente… acho que, se nos últimos 2 anos, o universo não tivesse me dado inúmeras provas irrefutáveis de que estou no caminho certo e de que meu trabalho de fato fez e ainda faz uma diferença positiva na vida das pessoas… eu estaria com sérios problemas.

Neste caminho da espiritualidade e do autoconhecimento em geral a gente inevitavelmente se depara com algo chamado “coerência”. A coerência entre aquilo que você lê nos livros, aprende com os mestres, assume como verdade… e a sua vida real, o seu dia a dia.

Os meus processos de mudança, diria eu radicais, nos últimos anos foram essenciais, necessários e intrínsecos a minha jornada. Posso dizer hoje que, me libertei de quase tudo que não estava alinhado com o meu propósito de vida. Relacionamentos, hábitos, trabalhos… fui com tudo, quebrei com tudo, rompi com tudo, em nome da busca pela coerência entre aquilo que meu coração urgia e sua manifestação em minha realidade.

Incomodei muita gente, afastei muita gente e atraí outras. Me senti muito só… afinal, o mundo rechaça pessoas diferentes, que promovem grandes mudanças, que buscam a autenticidade… ser autêntico num mundo onde a esmagadora maioria é refém social pode ser a porta de entrada para uma vida muito solitária.

Porém… sou grata e encaro minhas transformações como verdadeiras bênçãos, mas elas são minhas, inerentes a jornada da Juliana Infurna.

Sem perceber eu estava projetando e idealizando no Outro a mesma coerência que idealizava em mim. A magia dos relacionamentos… nesta vida, quem se relaciona, cresce. Estava rigidamente impondo a mesma coerência ou a busca pela autenticidade no Outro. Claro que me frustrei e sofri.

Toda vez que projetamos no Outro nossas expectativas, nos tornamos suscetíveis a decepção. Porém, projetar qualquer coisa no Outro (espelho), é um convite para nos enxergarmos com mais clareza… aí reside a magia!

E assim foi… olhei para mim e me questionei?
O mundo está preparado para seres autênticos? Que expressam abertamente as suas verdades?
É possível manifestar nossa unidade (coerência entre o que há no interior no exterior) entre todos os papéis que executamos? Afinal… desde que nascemos somos fragmentados em tantos pedaços. Os papéis nos afastam de quem somos mas ao mesmo tempo os papéis fazem parte de quem somos.
Quem sou eu para exigir coerência nos Outros se eu mesma tenho dificuldade em manifestá-la em minha vida?
É possível ser UM? Integrado nesta existência?

Não sei… a verdade é que sei muito pouco sobre esta vida, mas estas duas coisas eu sei:
1) é que ainda estou longe desta unidade. A autenticidade e a coerência são buscas importantes porém a humildade de se reconhecer como humano, um ser errante e em constante aprendizado, também é;
2) que o coração é a bússola e o sentir é o caminho para responder todas essas perguntas.

Não há resposta racional, o sentir é a bússola. O coração é o portal da alma e cada um sentirá a sua verdade de acordo com o seu momento, o seu aprendizado e sua missão.

Aprendi a me vulnerabilizar, a olhar para as minhas fraquezas e reconhecer minha humanidade errante, apesar das projeções e idealizações que os Outros também fazem todos os dias em direção a minha pessoa.

Aprendi a respeitar, acolher e amar a jornada e o tempo do Outro. Aprendi a olhar o “livre arbítrio” do Ser com menos rigidez por reconhecer sua fragilidade em relação as energias estrangeiras que o transpassam, sobretudo quando essas não condizem com o programa da alma.

Estou longe de viver plenamente o amor incondicional, nosso maior aprendizado como crianças espirituais nesta escola chamada Terra, mas… posso dizer que dei um passo importante em sua direção.

Como dizia Flamel, a humildade é o maior caminho dos iniciados. Que eu seja humilde para reconhecer minha vulnerabilidade perante ao mundo. Ser genuína, sincera comigo mesma e com o Outro, acolher minhas limitações, me permitir não saber, errar e ter o coração como bússola dos meus caminhos.

Pois se há alguma certeza neste mundo é que… o coração é o portal de transmutação e iluminação rumo a única verdade que há: o Amor.

Sou grata.
33 anos, que idade linda…

Desafiadora porém bela em igual proporção.
Seguimos!

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Abraços e até a próxima!

“O segredo está no movimento”

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