Somos seres inteiros. - Juliana Infurna

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Somos seres inteiros.

Somos seres sociáveis sim, mas antes de mais nada: somos seres inteiros.

Ultimamente tenho recebido muitos pedidos de ajuda envolvendo os relacionamentos… sempre os relacionamentos, a Universidade da escola da vida, como Prem Baba diz.

“A dor de um amor correspondido é uma das maiores dores que pode existir.” Quantas vezes já ouvi isso.

Relacionamentos não é minha área de atuação de coaching, mas depois de casar com 3 pessoas (morar junto) e de várias decepções amorosas… as vezes sinto que tenho 52 anos (como uma amiga sempre me disse), vou compartilhar o que penso sobre esses amores não correspondidos.

Primeiro vamos tomar consciência de que a grande maioria de nós têm sérios problemas de auto estima e sofrem por carência de amor próprio. Se você terceiriza a sua felicidade aos outros, se você não suporta a solidão da sua própria companhia e se você trata os outros melhor do que a si mesmo: busque ajuda profissional, vá ao encontro de terapias que te ajudem a recuperar esse auto amor. Isso porque o amor próprio é a premissa básica para o se relacionar com o outro. Primeiro você precisa se aceitar e se amar integralmente, estar inteiro para amar o outro.

O outro está aí para somar, complementar e não para te completar. Somos seres sociáveis sim, mas antes de mais nada: somos seres inteiros.

Segundo, para haver um relacionamento, o outro precisa corresponder. O amor precisa ser recíproco (óbvio) mas sobretudo as atitudes também. Quando estamos cegos de amor, nunca nos atentamos sobre as atitudes do outro. Fiz isso incontáveis vezes em meus relacionamentos rs. Amava como se pudesse amar pelo outro. Não enxergava se minhas atitudes amorosas eram correspondidas, na verdade, eu não queria enxergar.

Veja, se o outro não corresponde em ações, isso não signifique que ele não te ame. Mas talvez que não seja o momento. Cada alma está seu momento de aprendizado e talvez agora, não seja a hora. Temos toda a eternidade para vivenciar amores, mas talvez não seja o momento destas duas almas, que se encontraram (ou até se reencontraram) nesta vida. Ame o outro ao ponto de compreender o seu momento, ao ponto de deixá-lo livre para escolher não viver esse amor com você. Aí reside o verdadeiro amor.

Acredito que a atitude é a máxima expressão que temos nesta realidade. Preste atenção nas atitudes dessa pessoa que você tanto ama e tanto deseja. Isso é um importante termômetro para medir se é o momento, ou não.

Ame a si mesmo. Ame e expresse amor. Mas acima de tudo… entenda que ninguém é de ninguém e que o amor, passa pela liberdade de deixar o outro ser livre para seguir sua jornada, mesmo que isso signifique que você não faça parte dela, desta vez.

Se for para ser, será. Se o amor for verdadeiro, ela perdurará pela eternidade e vocês terão outras chances para se amarem.

Desapega, vai <3

 

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Abraços e até a próxima!

“O segredo está no movimento”

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