Blog Posts

A simbologia oculta da criança

[Texto sobre a simbologia oculta da criança]

Navegando pela Internet, me dou conta que em breve a população brasileira será brindada com uma série em escala nacional sobre um caso que conecta a morte de uma criança à um ritual satanista.

Vi uma quantidade tão massiva de simbologias e rituais neste movimento, que decidi escrever sobre o assunto, mesmo sabendo que provavelmente poucos me entenderão e que possivelmente a popularidade das minhas redes caiam ainda mais. Seguindo o chamado do coração, decidi escrever… então, vamos:

Existe uma crise na consciência humana que torna a mente das pessoas tão literal e concreta, que faz com que elas simplesmente não consigam fazer conexões de padrões ou mesmo de assimilar a linguagem do Espírito, que opera essencialmente por simbologias e arquétipos no nosso inconsciente.

Justamente por termos perdido esta inteligência, nós não conseguimos observar ou digerir certas energias que operam no oculto (nas sombras) do nosso inconsciente.

O fato de termos perdido esta capacidade e de estarmos inconsciente dela, não significa que ela deixa de existir, pelo contrário, a inconsciência serve de insumo de manipulação daqueles que possuem o conhecimento sobre como as leis universais operam e como podemos utilizá-las para criar realidades no plano da manifestação. Para saber mais sobre as leis herméticas, universais ou naturais, leia meu Artigo sobre os 7 Princípios Herméticos clicando aqui.

O arquétipo da criança e a simbologia por trás dela é importantíssima, talvez a mais importante no ocultismo, e é justamente por isso que as crianças têm um envolvimento tão grande e profundo nas práticas ocultistas, e consequentemente nos rituais.

Ritual é simplesmente uma junção de práticas, que reúnem certas atitudes, objetos e simbologias que potencializam uma quantidade específica de energia para criar e alcançar um determinado objetivo. Precisamos lembrar que a a energia ou a magia em si é amoral, o que distingue uma magia branca da negra, a mão esquerda da direita, o denso do sutil, é a intenção do magista por trás.

Um ritual abarca desde um banho de ervas ou o simples ato de se colocar um galho de Arruda na orelha mentalizando uma proteção, a rituais gigantescos massivos como vemos em shows, filmes ou no noticiário da televisão.

A criança representa: a pureza, a inocência, a força vital inalterada, a alma em sua pura essência, o ser curado e inteiro, a consciência cristalina e o coração (o portal de consciência para o eu superior e chakras superiores).

A criança também representa a “perda de si” e o “resgate de si”: O Trauma e a Cura. Também está envolvida com a compreensão da dor da separação e a capacidade de curar, unir e criar a partir dela.

A criança é o portal de consciência e iluminação, o arquétipo que rege e cocria a nossa realidade de vida, seja através de um olhar de dor ou de um olhar de amor.

O que nos impede de acessar o portal do coração, que tanto falamos aqui, é a qualidade da relação que temos com a criança interior que cada um possui dentro de si. Isso é refletido em nosso exterior, de forma individual e coletiva.

Sendo assim, toda as nossas manifestações e decisões são criações que passam pelo crivo da nossa criança, porque é tudo sobre ela. Ela é o portal entre o mundo inferior e o superior. Ela determina o que abre e fecha o nosso coração. Ela é o emocional, o movimento que dita as regras da nossa experiência de vida.

Quando estamos na via do trauma, na inconsciência da criança ferida, separados desta energia, nós não deixamos de precisar desta energia vital, iluminada e sagrada. Em suma, ou buscamos esta alma em nós através da cura da criança ou roubamos esta energia em nosso exterior.

Isso é retratado nos filmes, sobretudo os infantis (por que será?). Histórias de adultos que desejam abusar da inocência, beleza e pureza das crianças são retratadas em vários filmes. Observamos isso no Mágico de Oz, Branca de Neve, Peter Pan, Enrolados (Rapunzel), dentre outros.

A criança é magia de manifestação elevada, quando curada.
A criança é objeto de saque de LUZ e de consciência externamente, por adultos (ocultistas ou não, conscientes ou não) que vibram na frequência dos 3 chakras inferiores, com suas crianças feridas.

Rituais de todo tipo que sacrificam ou abusam da energia das crianças são antigos, comuns na história humana, e acontecem em vários níveis. Essa é uma sombra da humanidade e todos nós participamos disto, conscientes ou não, em diferentes níveis pois isso faz parte da nossa sociedade. Rituais que ferem que deturpam o arquétipo da criança estão em toda parte e esta é uma realidade que só mudará quando a humanidade olhar para esta sombra em si, se acolher, curar esta criança e este emocional, abrir seu coração e reencontrar sua capacidade de amar.

Se uma sociedade explora suas crianças (de dentro e de fora), ela cai espiritualmente.
Se uma sociedade protege e cuida de suas crianças (de dentro e de fora), ela avança espiritualmente.

Honestamente eu não sei o objetivo oculto por detrás desta série de televisão: se trarão luz sobre os assuntos acima, se será mais uma forma de reforçar o trauma inconsciente da criança ferida coletiva e humana, aprisionando ainda mais as pessoas em um nível inferior de consciência, ou uma tentativa de manipulação coletiva para inserir um uma “nova” normativa envolvendo estes assuntos, tão importantes e delicados… uma vez que vivemos em tempos iniciáticos de tantos “novos normais”.

Fica aqui o meu compartilhar sobre o assunto e pedido de atenção sobre tudo o que consumimos de informação. Se estamos nutrindo ou não a criança em nós e se o que consumimos está colaborando ou não com a nossa expressão de amor no mundo.

Não precisamos nos alienar, pelo contrário. Estar consciente neste mundo é conseguir observar as entrelinhas ocultas em tudo o que vemos e consumimos neste plano e discernir sobre elas, mas sobretudo: ancorar como desejamos nos posicionar diante de tudo isto.

É tempo de fazer escolhas conscientes em direção a nutrição deste Sol que habita em seu coração, representado tão lindamente pela sua e nossa criança interior.

Como disse um sábio amigo meu certa vez: “Deixemos as crianças em paz.”… pois elas já são.

Se gostou deste texto ou se fez sentido, comenta aqui abaixo.

Seguimos com amor e gratidão, Juliana.

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

%d bloggers like this: