O meu problema com a educação tradicional. - Juliana Infurna

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O meu problema com a educação tradicional.

Eu estudei em várias escolas de ensino tradicional, em mais de um estado brasileiro, escolas particulares, públicas e cheguei as seguintes conclusões:

Muito conhecimento e pouca sabedoria eram transmitidos, pois aprendia-se sem a prática e experimentação. Decorava o que aprendia para repetir o conhecimento nas provas e ficava sem saber como aplicar aquilo no meu dia a dia ou futuramente. Sem prática, não transformamos conhecimento em sabedoria, logo, muito do que se aprendeu foi perdido em minhas memórias.

Nas aulas de história e geografia, eu não era estimulada a pensar, questionar e refletir como eu e meus colegas agiríamos em determinado acontecimento caso ele ocorresse no presente. Se eu não tivesse cursado humanas na universidade, eu seguiria na ignorância por mais alguns anos. Aprendemos mais desenvolvendo nosso senso crítico do que recebendo conhecimento pronto sem aplicação.

Estudar sempre foi chato, não acreditava na escola e não sabia para que eu aprendia o que aprendia. Zerava em matérias como física e química, assuntos que hoje, estudo com o maior prazer e curiosidade.

A cada ano trocavam os professores e perdia-se qualquer rastreabilidade sobre a avaliação por parte dos educadores quanto a minha performance, aptidões e dificuldades. As notas eram o único termômetro, notas vermelhas significavam castigo.

O foco residia no que eu era pior e não no que eu era boa. Alunos eram tratados e cobrados como iguais, independente de seus pontos fortes e fracos. A cultura de melhorar o ponto fraco anulava qualquer chance de lapidar o ponto forte. Muitos acabam, como eu, perdendo o conhecimento de seus talentos e passam a se ajustar ao que queriam de nós.

Raros foram os momentos de ar livre intelectual, onde eu poderia escrever uma redação livre, ou fazer um desenho livre, ou uma livre interpretação, sem o peso da caneta vermelha de um avaliador, que julgaria se estava de acordo ou não, certo ou errado.

Nutria-se e incentivava-se a competitividade entre os alunos, o que gerava separação. A separação é uma grande ilusão, fonte de todas formas de violência que existem, das mais sutis às mais densas. Fonte dos grandes males que assolam a humanidade hoje.

Remando na direção contrária do autoconhecimento, da liberdade de expressão e da união, não é à toa, que os adolescentes fazem escolhas inconscientes quando submetidos à urgência urgentíssima de prestar vestibular para ser “alguém na vida”.

Ah… esse “alguém na vida” na minha vida, era o espelho de expectativas de outrem, que já haviam se tornado minhas, tamanha desconexão comigo mesma. Mas… minha história vocês já conhecem, segui perdida por um tempo até a vida me abençoar com fricções que me puseram no eixo rs… amém!

Não sou pedagoga e nem especialista do assunto, mas sei o quanto uma educação “diferente” fez falta em minha vida. Hoje sou mãe e busco acertar nas escolhas para o meu pequeno.

Nas buscas por escolas para o meu filho, ainda não encontrei o que meu coração considera ideal, mas vejo muitas propostas lindas nascendo, de pessoas que, assim como eu e talvez você, sinta a necessidade urgente urgentíssima de construir um modelo de escola que ressoe com as necessidades das crianças e claro… do mundo atual.

Que assim seja.

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Abraços e até a próxima!

“O segredo está no movimento”

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