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Por que é tão difícil mudar? (Sobre hábitos…)

Você já se perguntou por que é tão difícil mudar?

Eu sempre me questionei de onde vinha tamanha resistência às mudanças pelas pessoas. A maioria das pessoas só muda quando “o bicho pega”, por exemplo, quando adoecem, quando alguém próximo falece, quando se separam de alguém, quando perdem um emprego ou quando a dor para ficar onde está é maior do que a dor para mudar.

Freud escreveu uma frase sobre isso “Quando a dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança, a pessoa muda”.

Acredito que exista um enorme valor no sofrimento pois nele reside um potencial enorme para transformações, sobretudo quando nos distanciamos do papel de vítima e de culpa. “Grandes mudanças precedem do caos”, Deepak Chopra.

Mas e as outras mudanças, atitudes para perseguirmos nossos objetivos e ideias? Mesmo insatisfeitas, as pessoas seguem procrastinando e vivendo uma vida “morna” diria eu, até nos convencendo de que não precisamos realizar as mudanças que queremos.

Após estudar um pouco sobre a construção dos hábitos e como eles funcionam no nosso cérebro, eu fiquei um tanto aliviada com toda a explicação científica por trás disso e o melhor, me colocou numa posição de desafiar o sistema em benefício próprio e espero que este texto surte o mesmo efeito em você.

No intuito de poupar energia, após realizarmos um mesmo ciclo de hábitos repetidas vezes, nosso cérebro passa a agir no piloto automático quando estamos realizando tal atividade. Exemplos: 1 – Quando chegamos em casa e não nos recordamos do caminho que fizemos até lá; 2 – Quando amarramos nossos sapatos sem pensar em qual pé fazemos primeiro; 3 – Quando dirigimos sem sequer pensar nos diversos movimentos que fazemos com os pedais, volante e câmbio.

Mudar hábitos requer uma energia tremenda, por isso temos tanta dificuldade em começar algo diferente, seja retornar aos exercícios físicos ou se levantar horas antes do horário habitual, ou reservar algumas horas todos os dias para estudar ou se dedicar a um projeto paralelo, o que for. A grande sacada é, não importa a mudança que desejamos promover em nossa vida, se estudo estiver “bem”, não teremos a vontade de realiza-la, não existirá a motivação para exercer a força necessária para sair do piloto automático ou da sua rotina.

O que nos deixa com 2 opções: ficarmos presos na nossa zona de conforto até onde der ou usarmos esse conhecimento para treinar nosso cérebro e promover mudanças em nossas vidas. Se você ficou com a segunda opção, se coloque em situações de desconforto, mude hábitos, promova novas atitudes, inusitadas, vá mudando a rota aos poucos. Não espere a vontade chegar para promover mudanças, pois talvez ela nunca chegue.

Nós vivemos numa era privilegiada para a realização de mudanças. Isso porque o caminho para trilhar a mudança que você deseja fazer já foi trilhado por muitas pessoas e o “como” elas fizeram está na internet, nos blogs, sites e livros, para se inspirar ou até mesmo seguir os mesmos passos. Google it! =)

Sobre construção de hábitos e como muda-los, deixo-os com um pequeno resumo do Charles Duhigg sobre seu livro “O poder do hábito”, no link abaixo.

Porque a vida é breve demais para qualquer outra coisa.

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