O dia em que Saturno retornou. - Juliana Infurna

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O dia em que Saturno retornou.

Há algumas semanas atrás, eu resolvi buscar nos meus e-mails se havia alguma comunicação relevante na data em que Saturno retornou para o lugar exato onde ele estava no momento em que eu nasci. E lá, encontrei um e-mail para um amigo onde eu desabafava sobre o que tinha se sucedido naquele dia no meu trabalho. Foi um dia um tanto incomum e resolvi compartilhar um pouco desta história com vocês.

Mas para isso, vamos falar sobre este belo astro. Saturno é o segundo maior planeta do sistema solar, lento, e demora aproximadamente 29 anos para completar uma volta no zodíaco. Essa idade também coincide com a conclusão do processo de dinamização do nosso quarto chakra, o cardíaco. Na Alquimia, dizemos que o indivíduo se torna adulto nesse momento.

Saturno é regente do signo de Capricórnio e senhor da Casa 10 (meio do céu), a matriz pela qual nosso espírito se manifesta neste plano físico. Logo, quando falamos sobre Saturno, falamos sobre responsabilidade e propósito da nossa existência. Chamam-no de o “cobrador” do zodíaco, uma alusão à Cronos, o senhor do tempo. Um dos planetas mais temidos da Astrologia, mas na minha opinião: não deveria ser. Vejo Saturno como um sábio senhor que impulsiona seus amados filhos à recordação dos compromissos que eles mesmos firmaram antes de chegarem aqui.

Saturno retorna à sua posição no meu mapa natal (Casa 6 em escorpião) em um dia em que colegas da empresa onde eu trabalhava descobrem um repasse obscuro de dinheiro da corporação para alguns gerentes, alguns desses que nem mais ali trabalhavam. A empresa estava em recuperação judicial e isso gera uma comoção entre os funcionários, que decidem se reunir no auditório da empresa para conversar sobre o assunto.

A reunião chega aos ouvidos da diretoria, ou o “motim” como os executivos a chamaram. A gerência executiva recebe então a incumbência de colocar seus subordinados em seus devidos lugares. Eu era a única do departamento que havia restado da sua “formação original”. Alguns pediram demissão, outros foram mandados embora. Eu urgia silenciosamente pelo meu desligamento, que nunca se concretizou. Ali fiquei e desta vez, sem poder usufruir dos filtros proporcionados pelos meus antigos superiores, eu agora precisaria lidar com a difícil tarefa de ter contato direto com os executivos da empresa. O que não teve um bom começo.

Chega nesta mesma tarde, um gerente executivo para conversar comigo e me posicionar em minha simplória posição de elaboradora de contratos que passariam, a partir dali, a costurar cada vez mais disfarçados interesses financeiros egóicos de uma minoria desesperada por sua fatia do bolo. Nessa conversa, ouço coisas como “mulherzinha”, “dispensável”, “se não estiver satisfeita, peça demissão”, etc. Longe de ser a primeira vez que eu passava por esses “gentis” enquadramentos, infelizmente tão comuns na vida de uma mulher no corporativo, mas… neste dia foi diferente.

Lembro-me de ir ao banheiro chorar copiosamente por horas. Uma dor de alma, uma sensação de completo desencontro e desconexão. Me olhava no espelho, com roupas de grife, rosto vermelho e inchado, naquele banheiro esculpido em mármore e já não me reconhecia mais. Me questionava: “Que diabos você está fazendo aí?! ” “Quem é você e quem você se tornou? ”

Algo mudou dentro de mim neste dia. Lembro-me de colegas indo ao meu resgate nos meses subsequentes, em almoços e cafés pelas ruas do centro, tentando me convencer a baixar minha cabeça, fazer o que pediam e a “não queimar meu filme” diante de tantos figurões importantes. “Você não quer ser diretora um dia?” Me perguntavam… nesta época eu ainda tinha vergonha de dizer que não queria ser diretora… fui perdendo esta vergonha com o tempo rs 😊. O tempo passou, dali eu fui para outra empresa, dessa para outra e aqui estou hoje.

Os astrólogos dizem que normalmente algo se sucede no dia em que Saturno ocupa o seu lugar no seu Mapa Natal, comigo aconteceu. Saturno chegou naquele dia, esfregando na minha cara que algo entre aquele trabalho e meu papel no mundo estava desencontrado.

Nesta época eu havia esquecido de que a Astrologia é uma ferramenta poderosíssima de autoconhecimento (já sabia quando criança/adolescente 😊). Os tibetanos a usam, por exemplo, como base para tomada de importantes decisões, o indivíduo lá, desde o seu nascimento, parte de uma excelente noção de seus talentos, desafios, vocação baseados no seu Mapa natal.

Na Alquimia, aprendemos que a energia presente nos céus no momento em que respiramos pela primeira vez, sendo assim, nosso Mapa Natal e seus aspectos, serão as primeiras sinapses a serem gravadas em nosso inconsciente. Justamente por serem primárias, são sinapses fortes e passam a ter um impacto direto no nosso dia a dia. São predisposições fortes, aprendizados do Espírito e tomar consciência deste Mapa é de suma importância na vida de um indivíduo.

Sempre teremos o nosso livre arbítrio mas posso garantir-lhes que estar em harmonia com o seu verdadeiro caminho, aquele cujas indicações encontram-se escrito nas estrelas, é infinitamente melhor. Sobretudo após os 29 anos (pós retorno do senhor Saturno). Afinal, o que somos, se não poeiras cósmicas? “O que está em cima é como o que está embaixo”.

A posição de Saturno no seu Mapa, o seu Sol, ascendente, suas Casas 2, 6 e 10, os arquétipos dos Signos envolvidos, os planetas ali presentes, os aspectos que eles fazem, são somente alguns dos detalhes importantes a serem analisados quando buscamos respostas quanto à nossa vocação e papel no mundo.

Inclusive a Astrologia é um dos passos do meu programa de Coaching “O seu próximo passo” pois ela foi sem dúvida uma ferramenta essencial no meu processo e vem sendo maravilhosa no descortinar das minhas clientes.

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E você? Seu Saturno já retornou? Já fez o seu Mapa astral?😊

 

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Abraços e até a próxima!

“O segredo está no movimento”

2 Comments

  • Juliana
    Responder

    Oi Ju! Amei esse texto.sobre astrologia! Tenho andado com muita vontade de fazer meu mapa astral. Vc indica alguem de Rio ou de Niterói?
    Um lindo 2018 pra vc! Sucesso!

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