Carta aberta ao arquétipo do pai. - Juliana Infurna

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Carta aberta ao arquétipo do pai.

15 de janeiro de 2018
Guaporé, Rio Grande do Sul.

“Pai, estou em Guaporé esta noite, numa viagem de imersão de autoconhecimento e espiritualidade, aos meus 33 anos, tão longe de casa… pois eu andava exausta. 
Depois de toda coragem e movimentos que fiz nos últimos anos, me deparei com a minha menina abandonada novamente.

Que raiva que senti.

Depois de tudo que fiz e conquistei, lá estava eu, vítima da minha criança ferida, que queria colo, segurança e se sentia só no mundo. De novo!

Mas eu entendi.
Foram muitas batalhas, mas faltava mais uma e ela se deparava diante de mim. Era preciso enfrentá-la: interiorizar o masculino e não mais projetá-lo no trabalho, em Arthur ou nos relacionamentos.
Enfim resgatar a força solar que há em mim… filha do Sol.

E veja que belo. Hoje me dei conta que nos dias do seu aniversário, 9/11, potencializados pela energia de transformação que o Sol em Escorpião nos convida, foram as datas em que: eu pedi demissão e quando a escritura da casa onde moro foi assinada, local que possibilitou a oportunidade de ter um lugar para criar e me expandir, após anos confinada em um relacionamento que me fracionava. No seu aniversário eu dando passos rumo à minha independência e liberdade.
Sempre me questionei… se minha missão de vida passa intrinsecamente pela minha capacidade de ser EU, logo a partir de quem sou, inteira… por que então eu nasci e cresci tão distante do meu pai, sem a fundação, a base? Já que eu passaria décadas buscando este brilho nos braços de relacionamentos doentios e posteriormente vendendo minha alma para lutar por poder na terra dos homens.

Hoje eu sei pai…
Sem tudo isso, eu não estaria aqui hoje. Se minha vida tivesse sido facilitada, se eu tivesse tido a tão sonhada base (que nada mais é do que uma grande ilusão), talvez eu não fosse realizar tudo o que pretendo realizar, pois teria, facilmente, me escondido debaixo de um guarda-chuva de distrações, sabe-se lá por quanto tempo…

Agora… o mundo me espera e estou indo abraçá-lo com todo o calor e a luz solar que há em mim. Que eu sempre tive, mas que um dia eu me deixei acreditar que ela havia sido tirada de mim.
Não mais.
Eu te amo.

Com todo amor que há em mim, Juliana.”

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