Alquimia, a quintessência da quinta dimensão. - Juliana Infurna

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Alquimia, a quintessência da quinta dimensão.

A Alquimia é uma ciência hermética que reúne uma série de conhecimentos que deram origem à química, física, astronomia, astrologia, metalurgia e algumas linhas filosóficas que conhecemos hoje.

Trata-se de uma ciência antiga cura origem nos remete ao Antigo Egito, que possui como criador, Hermes Trismegistus também conhecido como Thoth, Tehuti ou Mercúrio.

Algumas correntes acreditam que Hermes tenha vivido no Antigo Egito, já outras, acreditam que ele é um arquétipo da energia que trazia o conhecimento dos céus, dos Deuses. Assim era conhecido pelos gregos, romanos e egípcios.

Quanto à origem do nome “Alquimia”, temos mais uma interpretação:
Al-kimiya (da fusão e transmutação)
Al-khemia (da terra negra do Egito)

Alquimia é uma ciência de transmutação e regeneração, de um estado grosseiro/bruto a um estado sutil (o então chumbo em ouro), através da então Pedra Filosofal (pedra de Sofia, da sabedoria, ou elixir da longa vida), da quintessência ou da tintura perfeita capaz de devolver ao homem ou a matéria o seu estado perfeito, que retorna então a Unidade (uno) por adaptação.

Os alquimistas eram observadores da Criação e da perfeita conexão do homem como intermédio da natureza. Eram filósofos e buscadores da verdade, de sua própria transmutação e por fim de sua comunhão com o Todo.  

O Ouro que os alquimistas buscavam era antes de mais nada a busca pelo Ser de Ouro, o Hórus, o farol de luz, cuja cor dourada representa a sabedoria. Acreditava-se que todos os metais evoluíam até o estado do Ouro, considerado um dos metais mais perfeitos por suas propriedades. Sendo assim, o processo de transmutação é antes de mais nada: natural.

O Ouro também representa o Sol, astro rei de nossa Obra aqui.

A Grande Obra está descrita na Tábua de Esmeralda, texto atribuído a Hermes Trismegistus, conhecida também como a bíblia dos alquimistas.

Um verdadeiro alquimista é consciente de que: o Ouro material só poderia ser alcançado à medida que o Ouro interior o é, pois, o micro e o macro se correspondem. Sendo assim, somente pessoas de coração puro e intenções humildes e elevadas espiritualmente são capazes de realizar a Grande Obra (latim: Magnum Opus), como é conhecido o trabalho alquímico descrito acima.

Thoth Tehuti

Contudo, por saber que existe uma correspondência direta entre tudo na Criação, os alquimistas conseguiam acelerar este processo de transmutação em busca do Ouro em seus laboratórios e o faziam através da prima matéria.

A arte de praticar a ciência alquímica em laboratório é conhecida como Espagiria, cujo nome advém do grego “spao” = extrair, quebrar + “ageiro” = saber, unir. Acredita-se que este nome foi batizado por Paracelso, um grande médico e cientista, responsável pela atualização de toda ciência alquímica nos tempos modernos à serviço da cura, utilizando-se das propriedades das plantas e seu uso na medicina e na cura de doença sempre levando em consideração as leis herméticas e o homem como ser correspondente e intermédio da Criação, ou o Sal da Terra.

A etimologia da palavra Espagiria já nos remete a um importante conceito e dinâmica alquímica, que é o Solve et Coagula (separar, para depois reunir).

Importante salientar que Paracelso e os alquimistas não separavam o homem do céu e da terra, sendo assim, eles levavam a máxima “O que está em cima é como o que está embaixo, o que está embaixo é como o que está em cima, para realizar os milagres de uma só coisa”, o Princípio da Correspondência, e enxergavam uma correlação direta entre o homem, os astros e os reinos vegetal e mineral, por exemplo. Não há separação. O homem religa o céu e a terra.

A astrologia exerce um papel importantíssimo na Grande Obra pois a energia celeste atua diretamente na terra, sendo assim, o firmamento do céu torna-se um mapa para compreender o momento do Ser e também para definir o momento mais propício para iniciar uma colheita ou um trabalho alquímico.

Solve et coagula, dissolver e reunir

A pedra filosofal pode ser compreendida como uma energia que poderia ser extraída, manipulada e controlada para determinado fim, sendo que, o alquimista e a pedra estão conectados, logo, a transmutação da matéria convida o alquimista a transmutar-se e vice e versa.

A Alquimia é um caminho de depuração, regeneração e transmutação do Ser, em busca de sua iluminação, de seu aspecto primordial, do seu Ouro espiritual, que lhe confere um estado de perfeita harmonia com o Todo, bem como o domínio da matéria, como Cristo o fez quando esteve aqui.


Em seu laboratório, o alquimista buscará a matéria prima primordial, ou a prima matéria, pois acreditavam que tudo na Criação partiam de uma só coisa, sendo que essa, se expressava em 3 princípios, conhecidos como os Princípios Filosóficos, Três Substâncias ou a Trindade Alquímica, são eles: o Súlfur, o Sal e o Mercúrio, que possuem os Quatro Elementos em si (Fogo, Terra, Ar e Água). Para conhecer a “Uma só coisa”, é preciso conhecer estes princípios.

Assim como nos separamos do Uno para ingressarmos neste plano, e retornaremos ao Uno através da reintegração e reunião de nossas polaridades/partes “opostas”, não será diferente com as operações alquímicas, pois partem da mesma dinâmica de Separar para depois Reunir = Solve et Coagula.  

Rubi, a pedra dos sábios. Símbolo da quintessência e da ciência hermética.

Toda operação alquímica, independente do reino da natureza com que se esteja trabalhando, levará em conta estes Três Princípios e esta dinâmica. Para se transformar um estado grosseiro a um estado sutil, é preciso separar estas Três Substâncias, purifica-las e elevá-las ao seu estado mais perfeito para depois reuni-las em um só Corpo, ou em uma só coisa.  

“Só o que está separado pode ser devidamente unido.”

Este processo ocorria no Atanor, o forno alquímico e também no interior do alquimista, tendo como o elemento Fogo o ativador deste processo externo no laboratório, quanto interno no psiquismo humano, cujo processo alquímico foi mapeado pelo médico e psicanalista Carl Jung no último século, conhecido como o processo de Individuação, a reunião dos nossos opostos psíquicos que nos aproxima de nosso “Self”, nossa expressão mais divina e perfeita, ou o nosso número 3 (que integra 2 opostos em si).

A Alquimia como caminho de cura e ascensão.

Como vimos, a Alquimia é uma ciência hermética que leva em consideração os princípios e escritos herméticos, tendo como principais referências os conteúdos: Tábua de Esmeralda e os livros Caibalion, Corpus Hermeticum e Minerva Mundi.

Uma ciência que busca a transmutação do Ser, sendo assim, sua cura, regeneração e retorno ao seu aspecto mais unificado, que se alia ao Todo, ao Uno. Trata-se da busca pelo encaixe do Espírito na matéria, em sua plenitude, iluminação e rendição a esse processo. Afinal, como já dizia o maior alquimista que pisou aqui “o Reino dos Céus está em Vós”.

Muitos são os caminhos dentro da Alquimia, seja pelo conhecimento filosófico, pela jornada de Individuação, ou mesmo pela prática de produzir as tinturas em laboratório, contudo, em minha opinião, a Obra se completa quando todos se combinam.

É curioso imaginar que em pleno ano de 2020 possam existir almas alquimistas antigas, realizando a Grande Obra em plena transição planetária, em seus laboratórios e Atanores internos e externos. Mas elas estão. Cada alquimista realizando sua Grande Obra que expressa de forma única o processo contínuo de Individuação do alquimista, que naturalmente se alia ao Todo.   

Desde 2012 nos foram disponibilizadas muitas ferramentas de cura advindas de outros planetas e dimensões para auxiliar a humanidade em seu processo de ascensão. As ferramentas de cura advindas da Mãe Terra receberam uma atualização e a Espagiria alquímica (assim como outras medicinas de Gaia) não fugiu à regra.

Pois a realidade é esta, por mais que o hermetismo e a ciência alquímica também tenha herdado a cultura do patriarcado e do machismo, ela é essencialmente uma ciência lunar e feminina, pois ela se utiliza dos Reinos da Natureza (de Gaia) em correspondência com o homem para que este possa encontrar-se com sua própria natureza.

Coagulação alquímica

Gaia clama por sua própria regeneração e a humanidade faz parte deste processo. A cura vem passando pelo resgate da energia feminina e de seu reequilíbrio com o masculino, curado.

A Cura nada mais é do que experimentar o polo oposto daquilo que se está vivenciando e avançar em direção ao equilíbrio. A própria Vida possui a sua vibração rítmica e cabe a nós nos rendermos a sabedoria de dançar conforme a música e isso envolve: observar os sinais, sentir, se render ao ritmo (curar-se) e avançar.

O Alquimista é uma alma que enxerga beleza na escuridão da Terra, na sombra, nas profundezas, no chumbo “tóxico”, no estado bruto, nigredo, pois nesse lugar ele reencontra-se com o seu potencial, o seu caminho de retorno ao Ouro, a Luz, ao Sol.

Percebo pelos meus atendimentos, que as almas que são atraídas pela cura através da Alquimia, são almas que fazem jus à máxima do aprendizado pelos opostos, de sua forma mais intensa e verdadeira. Almas que foram tocadas em lugares em que a maioria não foi, lugares tão profundos que as convidaram a mudar pois não parecia haver outra opção.

Sempre ouvi que a Alquimia era uma arte que curava todos os males e doenças, mas não todos os seres e isso é a mais pura verdade. É preciso estar receptivo e aberto a se transformar e uma verdadeira Vontade e um Coração incorruptível são qualidades necessárias para mergulhar neste processo.

Alquimia, a quintessência da quinta dimensão

Nas últimas décadas, alguns seres receberam a iluminação de canalizar e atualizar os ensinamentos alquímicos de Paracelso por exemplo. Alquimistas e espagiristas comprometidos com a utilização desta ciência de extração e purificação dos Princípios Alquímicos dos reinos da natureza como uma ferramenta de cura pelo amor, pois se pararmos para pensar, a única energia neste mundo capaz de unir (coagular) é a energia amorosa.

Todo o conhecimento alquímico está alicerçado no Amor.

A Alquimia é uma ciência que visa a reunião, sempre.

A Alquimia prática de laboratório deve caminhar sempre com a transmutação interior do alquimista.  

Qualquer coisa diferente disso é perda de tempo.

Vimos que o Fogo é o elemento que inicia o processo e ele também é o termina, no fim, a atitude do Ser diante do seu processo é o que determinará o seu destino e sua redenção neste plano.

Hoje tenho a honra de poder trabalhar com a quintessência alquímica das flores, plantas e metais como ferramenta de cura. A minha própria e a cura do meu filho me levaram até esta ciência, um resgate, afinal, nosso propósito de vida nada mais é do que a reunião de nossa fragmentação interna, nossa experiência de vida o enredo e o coração o fio condutor que nos remete ao caminho de volta pra casa.

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Gratidão e até a próxima! 💚

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