7 Distorções da Lei da Atração e da Espiritualidade - Juliana Infurna

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7 Distorções da Lei da Atração e da Espiritualidade

7 Distorções da Lei da Atração e da Espiritualidade

No decorrer da minha jornada pude observar algumas distorções dentro do contexto da espiritualidade, da lei da atração, do mundo quântico e de todo o movimento “seja e pense positivo” inerente ao mesmo.

Reuni 7 delas. Vamos lá:

# 1 : Resistência.
Focar nos aspectos positivos funciona para tudo aquilo que você não está tentando evitar. O universo funciona como um espelho, o que resistimos, persistirá. Pensar positivo no intuito de evitar medos decorrentes de traumas emocionais passados é resistir, estagnar e retardar a cura. Os traumas emocionais são como os traumas físicos, eles ficam gravados em nosso corpo emocional. Ao invés de tentar se livrar do medo e das emoções negativas ao tentar se manter positivo o tempo todo, compreenda-os ao acolhê-los e aprenda formas de cuidar deles (lidar com eles). Isso proporcionará uma cura mais consciente e consistente no decorrer do tempo.
# 2 : Individualização.
A ideia de que o sofrimento individual é resultante do que este Ser atraiu para sua vida é essencialmente verdade, contudo, não podemos usar isso para nos alienar quanto ao aspecto coletivo da atração. O “mal” que vemos no mundo é resultante do que a sociedade atraiu para si e nossa ignorância individual é responsável por isso. Acreditar que meditar, pensar positivo e fazer suas mentalizações mudará o mundo para melhor é, além de ingênuo, desconsiderar o sagrado masculino, ignorar sua responsabilidade como cidadão do mundo e viver numa bolha de inação e ainda se achar iluminado por isso. Esta existência não é só sobre o indivíduo, é sobre o coletivo também. Não é sobre o ego e suas vontades, é sobre se importar o suficiente para fazer o que tem que ser feito para melhorarmos como humanidade.
# 3 : Inação.
Fazer um quadro dos sonhos e esperar os milagres acontecerem é suprimir o masculino, é desconhecer as leis naturais. Atitudes são necessárias para que mudanças efetivas aconteçam neste mundo. O nome do planeta é Terra, o que já sugere concretude e tangibilidade. Podemos pensar e sentir a mudança, contudo, seremos convidados a agir e é aí, na atitude, que o Ser se redime e a magia acontece.
# 4 : Supervalorização do mental.
A busca pela Verdade através do conhecimento é o primeiro passo para o despertar, cuja chama jamais deve se apagar. Contudo, o conhecimento tem um lado muito sombrio. O ser humano é viciado em conhecimento pois o ego o usa como um cobertor de segurança, para evitar coisas de que teme, como: o desconhecido, a insignificância, a inutilidade e a dor. O ego sabe que nos tornamos significantes para os outros quando sabemos mais e que ganhamos status e respeito pelos demais (que sacia suas necessidades emocionais infantis). Os piores egos estão na espiritualidade. As conclusões cognitivas trazem segurança e envaidecem o ego, trazendo muita dependência no consumo de conhecimento. O conhecimento deve ser colocado em prática na mesma proporção que é consumido, do contrário, a confusão e o desequilíbrio passam a reinar.
# 5 : Ignorar o negativo.
Valoriza-se o positivo, em detrimento do negativo. O sofrimento é tido como um vilão. Se já não bastasse a supressão da nossa vulnerabilidade para conseguir operar emocionalmente neste mundo tão hostil à nível do sentir e da enorme dificuldade que temos de acessar este lugar na vida adulta, agora, tem-se uma validação espiritual para fazê-lo. Sendo que, a vulnerabilidade (que impreterivelmente envolve sentir) é o que nos conecta verdadeiramente como seres humanos, pois é onde todos se igualam. A compaixão, que precisamos urgentemente desenvolver como humanidade, brota justamente da empatia de entrar em contato com a dor do outro. Quando ignoramos o negativo dentro de nós e ao nosso redor, nos anestesiamos e passamos a não mais nos importar. A vida tende ao positivo, mas jamais ignorando o negativo, ao contrário, é preciso integrá-lo e aglutiná-lo. O negativo existe, ignorá-lo é ignorar a realidade. Ou respeitamos sua existência, ou esperamos mais e mais resistência do mesmo.
# 6 : Relativismo moral.
Por conta desta visão individualista e passiva de mundo, relativizam-se morais universais. Num nível quântico, somos uma única consciência cósmica e nesse lugar, o que julgamos ser “ruindades” humanas fazem parte da Criação. Não estamos julgando a Criação e as atitudes de suas criaturas, contudo, não podemos esquecer que aqui na realidade dual e tridimensional, temos um dito “livre-arbítrio” (individual e coletivo) que nos possibilitam fazer escolhas e que são elas que nos permitem evoluir. Relativizar atos contra a vida não é moralmente certo e nosso senso de autopreservação não deveria nos permitir fazer com o outro o que não gostaríamos que fizéssemos conosco. Em nossa qualidade de seres humanos, estamos aqui também para desenvolver nossa real humanidade.
Por Humanidade: sentimento de bondade, benevolência, em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos.
# 7 : O sonho da iluminação.
Homens que se acham deuses, homens que endeusam homens que novamente se convencem que deuses são. O sonho da iluminação em detrimento da humildade. Todos temos Luz. Alguns mais, outros menos. Cada um no seu estágio de evolução. Homens iluminados e não deuses, em sua real humanidade à serviço dela. Qualquer coisa diferente disto é patológico e precisamos ter muito cuidado com seres humanos que reforçam somente o aspecto iluminado de suas personalidades em detrimento dos aspectos sombrios e antagônicos, sobretudo dentro do contexto de fé e espiritualidade, aproveitando-se das projeções e transferências infantis dos seus seguidores (mesmo que inconsciente). A sombra sempre fará o seu trabalho, pela porta dos fundos ou pela porta da frente… sempre.

No mais, é isso!
Espero que tenha gostado do texto e que estas palavras tenham trazido alguma luz por aí 😊.
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2 Comments

  • Gabriel Lopes
    Responder

    7 distorções da Lei da Atração e Espiritualidade

    O texto me trouxe inspirações e visualizações internas fortes, pois são distorções que se dão na nossa mente em um momento muito atual, onde muitos que buscam a Verdade pelo conhecimento espiritual, por ora vivem essas distorções, que flutuam em mentes que andam muito aceleradas. Desacelerar é preciso, o desejo de viver a espiritualidade nesse “caos”, acabando trazendo experiências pobres, sem vivência.

    O texto com certeza traz muito luz. Muito bom !

    • julianainfurna
      Responder

      Gratidão Gabriel! Fico imensamente feliz que o texto tenha contribuido para a sua jornada na espiritualidade.

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