7 Conclusões que cheguei após ter pedido demissão. - Juliana Infurna

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7 Conclusões que cheguei após ter pedido demissão.

7 Conclusões que cheguei após ter pedido demissão.

Em novembro de 2015 eu pedi demissão de uma multinacional de petróleo, a qual, ironicamente eu sempre sonhei em trabalhar durante os meus 11 anos de carreira neste segmento. Foi uma decisão um tanto radical para uma pessoa como eu, que passou boa parte da sua vida adulta investindo em sua capacitação para se tornar uma profissional de sucesso, independente e bem-sucedida.
Sobretudo porque eu não tinha ideia do que faria depois de sair dali 😊

Claro que a decisão foi um resultado de uma série de fatores que ocorreram nos anos que a antecederam e um pouco desta história, você pode conhecer aqui neste vídeo no meu canal: Vídeo: Qual foi a gota d’água do pedido de demissão. 

Fato é que eu estava muito infeliz, minha alma urgia por mudanças e minha vida clamava por propósito. Se este é o seu momento, quero compartilhar com você neste Artigo, 7 Conclusões que cheguei após ter pedido demissão. Espero de coração que lhe ajude.

# 1 : Que está OK não ter clareza e estar imerso num mar de indecisões e insegurança.
A clareza do que eu não queria eu já tinha, mas a do que eu queria eu nunca tive até o pedido de demissão. Isso me paralisou por muito tempo e era a origem de muita culpa e angústia dentro de mim. Como eu poderia abandonar uma carreira se eu não sabia o que faria depois dali? Como assim não saber? Até então eu não trabalhava com o desconhecido, se abrir para o novo era coisa de maluco, de hippie, de pessoas que não eram “sérias”. Eu na minha tola rigidez, achava que podia controlar tudo, inclusive a qualidade da minha intuição rs… o problema é que as ideias não vinham da maneira formatada que eu desejava e eu já fazia anos e muitos anos que eu não tinha contato com estas 3 amigas: inspiração, intuição e criatividade. Foi difícil pois custei a entender que a intuição e os sinais já estavam lá, a maior clareza eu já tinha: “eu não quero mais isso” e o corpo já estava se comunicando, pedindo mudanças. A intuição, que é o nosso laço de comunicação com o coração, é a resposta para estes momentos de dúvida e de falta de clareza. A questão reside no quanto você resistirá a ouvi-la. Se cansou de resistir… se renda a sua intuição e quanto a falta de clareza: entrega. Ao abrir espaço para o novo, o próprio universo vai se ajustando e colocando o caminho sob seus pés.
# 2 : Que é preciso superar o medo de não ter para correr atrás daquilo que deseja.
Lidar com as incertezas de não ter dinheiro, independência e segurança. Esse foi o meu aprendizado. Posso dizer que esta foi uma das barreiras mais difíceis a serem quebradas. Por não ter tido uma base na infância, eu projetava todo o meu poder pessoal na minha carreira e apesar da maternidade ter chegado como um convite, bem enfático, para rever meu feminino e equilibrar o masculino, eu custei muito tempo descontruindo a imagem da Juliana que precisava ser independente financeiramente a qualquer custo, inclusive em detrimento de uma maternidade não vivida (a menos não da forma que eu desejava profundamente) para uma Juliana que buscava sim uma independência, mas uma que independia de tudo o que me disseram e de todos os que me cercavam, a busca pelo meu Eu verdadeiro, separar o que era meu e o que era dos outros e começar a trilhar o meu caminho, um que eu pudesse dizer lá na frente: I did it my way, como Frank Sinatra bem disse – a começar por ser a mãe que eu desejava e sentia que podia ser.
# 3 : Que tudo gira em torno do autoconhecimento.
Apesar de saber que está tudo em perfeita ordem, reconheço que, se eu tivesse iniciado meus processos de autoconhecimento e meditação anos antes, eu e os meus teriam sofrido menos e as transições teriam sido menos radicais. Compreender o que te dirige facilita a jornada. A meditação reata os laços com a intuição, proporcionando os insights e inspirações necessárias para seguir mais consciente. Já o autoconhecimento proporciona a luz sobre seus condicionamentos inconscientes, que se expressam através do medo e que hoje pode estar paralisando você diante das decisões que seu coração tanto anseia. Como você funciona, como sua mente opera, a natureza dos seus pensamentos, emoções e atitudes… lhe ajudarão, aos poucos, a colocar a sua mente a serviço do seu coração pois este é o seu lugar e não mais convencendo você do contrário daquilo que você sente que precisa ser feito. O coração é a bússola e o autoconhecimento o caminho. Digo que os rompimentos e as separações em geral, seja de uma carreira ou de uma relação, trazem corpos de dor muito profundos à superfície e um suporte terapêutico nos ajuda a remover aos poucos tudo aquilo que o separa do seu coração, pois afinal e no final, é para lá que todos temos que ir.
# 4 : Que planejamento é importante.
Que diante da possibilidade de um pedido de demissão rumo ao desconhecido, planejar é importantíssimo, mas compreender que este planejamento está fora do seu controle, mais ainda. Dificilmente teremos tudo organizado num momento como este, a chave reside em trabalhar com a situação menos desconfortável possível para você, pois a situação é e não deixará de ser desconfortável para a sua mente racional. Do contrário, você se verá procrastinando, pois estará apegado a detalhes, a um cenário “perfeito” que não existe. No dia “D”, que inclusive sugiro sempre que seja marcado num calendário, é bem capaz que você aja por um impulso do que propriamente por uma decisão friamente calculada. Uma vez decidido, trace um plano e marque no calendário o grande dia e não lide com tanta rigidez quanto ao planejado. Peter Drucker diz que nenhum planejamento deve ter sua conclusão para além de 18 meses, então… se você estiver planejando algo para daqui a 3-5 anos, de acordo com Peter, você já está se enganando 😊
Importante entender que o medo e a dúvida estarão sempre presentes nestas situações difíceis, o segredo é discernir sobre esses sentimentos, acolhê-los e seguir de mãos dadas com eles.
# 5 : Que é preciso discernimento sobre a esperança.
Antes de decidir sair do corporativo, justamente por não estar pronta para assumir responsabilidade pela minha vida e encarar a triste realidade de que eu mesma quem teria de tomar a drástica decisão de me despedir de uma carreira de 11 anos, eu transferia esta responsabilidade para tudo e todos, menos para mim. O fiz de infinitas maneiras, as manobras do ego são realmente impressionantes rs. Uma das formas era a esperança por dias melhores, eu tinha esperança que a vida decidiria por mim, que eu receberia um sinal (acho que eu estava esperando uma manifestação angelical, porque os sinais estavam lá, eu quem não queria enxergá-los rs), enfim… que algo iria acontecer para me salvar daquela situação. Alguns indivíduos terão a sorte de terem a vida decidindo por eles, mas para a maioria de nós, mortais, é preciso fazer por onde… afinal, qual seria a graça do aprendizado se não fizéssemos uso do nosso livre arbítrio. Até aprendermos a amar, crescer ainda será um processo doloroso neste plano.
Se você está em busca de um sinal, observe ao longo do tempo a dinâmica do seu dia, do seu corpo físico (o corpo fala)… os sinais estão aí, talvez você só não esteja pronto para enxerga-los. A tristeza, a prostração, a dor emocional e física, quando persistem ao longo do tempo, são um sinal de desconexão e de necessidade de expansão. Esperança é ótimo, contanto que ela não o paralise.
Você é o seu próprio messias, mestre do seu próprio destino.
Prefiro a fé, a fé move.
# 6 : Que o segredo está no movimento.
Mesmo sem ter a clareza do que fazer a partir dali, me movimentar em direção ao novo, ao diferente, a tudo aquilo que fazia meu coração sorrir (a começar pelo Arthur, meu filho), foi o que me salvou e me trouxe ao lugar que ocupo hoje. Talvez alguns caminhos em direção ao novo podem não parecer “certos”, mas eles te levarão a outro e esse, a outro. Quando nos reeditamos dia após dia negativamente, presos num círculo que parece não ter fim, é preciso parar e promover um choque em direção a algo diferente, expandir, aprender e seguir. Movimentos em direção ao seu coração, aquilo que nutre a sua alma, lhe ajudará a encontrar a clareza do seu caminho. Se sentir bem, faz com que você acesse a coragem e a consciência dos passos seguintes. O propósito está na jornada em direção ao equilíbrio.
# 7 : Que se questionar “como eu posso contribuir” foi um divisor de águas.
Quando pedi demissão, algumas pessoas vieram até mim, me parabenizar pela coragem e me pediram para leva-las para onde eu estava indo, sendo que eu estava indo para casa rs. Eu ainda descobriria para onde ir. Isso foi forte para mim. O propósito de todos nós é servir e quando conseguimos aliar este servir ao coração, a magia acontece. Se as pessoas se questionassem mais como elas podem ajudar ao invés do que elas podem ganhar, estaríamos em outro momento como humanidade. Você sempre pode ajudar alguém por quem você é, mas talvez você nunca se sinta pronto para fazê-lo. Chega um momento na vida do Ser em que ele questiona o motivo pelo qual ele faz o que faz, como ele pode usar seus resultados para somar, como ele pode ensinar, agregar… somos seres humanos à serviço da humanidade. Aliar o seu servir ao bem maior é resultado de um trabalho mais coerente com o seu verdadeiro Ser. Você é único e está aqui por um motivo, suas ideias e sonhos estão aí por um propósito individual e coletivo. Acredite no seu potencial e comece a semear aquilo para que você veio… vai florescer 😊

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