Às 3hs da manhã - Juliana Infurna

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Às 3hs da manhã

Às 3hs da manhã

Acordei no meio da noite com minha mente invadida de pensamentos de escassez e incertezas o que acabaram acarretando numa sensação de medo. Isso acontece de vez em quando (sobretudo quando não medito ou faço minhas práticas de centramento, como foi o caso de ontem), mas o mais importante nessas horas é se distanciar da mente, observar os pensamentos e buscar a consciência do momento presente.

Meu momento atual está cheio de incertezas e isso faz parte do meuprocesso de mudança. Creio que dificilmente alguém parte em busca do novo sem fazer as pazes com o medo e abandonar aquela sensação de segurança.

Eu sou a primogênita de 3 mulheres, filha de uma mãe solteira, com histórico familiar de inseguranças e fracassos. Cresci com a síndrome da filha mais velha e com um senso de responsabilidade exacerbado.

Na estrada do autoconhecimento eu me dei conta que desviei do caminho do amor para o medo muito nova, quando criança aprendi que a vida era difícil e que sacrifícios eram necessários para ganhar dinheiro e que para tal eu precisaria trabalhar duro e assim estaria independente e segura.

Virginiana, determinada, focada e perseverante, eu casei com o trabalho e por 11 anos trabalhei nas melhores empresas do segmento de petróleo, até pedir demissão no último dia 9 de novembro. Hoje vivo com economias que estão se esvaindo na mesma velocidade com a qual minha vida anseia por mudanças.

Nos anos que antecederam minha decisão, eu me cobrava e me culpava por me sentir infeliz no trabalho. Pessoas queriam estar no meu lugar e eu não estava feliz, como? Tentei diversas vezes mudar esse “como” e o fiz através de muitas terapias e mudando de emprego 3 vezes num período de 4 anos, o que só tornava tudo mais caótico ao tentar aliar essas mudanças a minha vida pessoal e a um filho pequeno.

A minha questão não era o “como” e sim “o quê”. O problema não eram as empresas, os cargos, as pessoas. Também cheguei a conclusão e aceitei que eu não conseguiria mudar o “como” dentro daquele ambiente.

Meu ajuste interior implicava em largar um trabalho que não funcionava mais para mim. A motivação para tomar essa atitude veio de um nível tão profundo da minha consciência que ultrapassa qualquer medo ou desejo e a paz com essa decisão é reiterada dia após dia.

E desde então, venho conhecendo na prática o conceito de sincronicidade de Carl Jung. É impressionante como estar mais conectada com minha essência vem atraindo encontros, pessoas e acontecimentos favoráveis. Tudo se torna mais claro.
O universo é perfeito.

“I am not what happened to me, I am what I choose to become”, Carl Jung.

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