3 Motivos que aprisionam a humanidade na Matrix - Juliana Infurna

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3 Motivos que aprisionam a humanidade na Matrix

3 Motivos que aprisionam a humanidade na Matrix

 

1. Abandono:

O abandono é intrínseco à experiência humana. Seja cósmico, espiritual ou humano. Todos nós experimentamos o terror do medo da sensação de abandono, da solidão, ou da rejeição e isso está na raiz de todos os problemas que experimentamos como humanidade.

Somos seres em busca de junção, união, conexão, iluminação, amor incondicional neste plano. Buscamos a unidade pois a reconhecemos inconscientemente, porém, não a encontramos dessa forma aqui.

A sensação de separação ou de desencaixe é inerente à nossa experiência aqui, contudo, a maioria de nós não compreende, conscientemente, a natureza desta energia de busca por união.

A busca pelo nosso “lar” (unidade, luz, ágape) é justamente a força propulsora que nos move em direção aos anseios mais profundos da alma enquanto manifestados aqui. Este vazio não é preenchido pelo externo e tal lição aprendemos precocemente na infância, quando muito cedo nos frustramos emocionalmente com nossos pais, nossos primeiros amores e posteriormente em nossos relacionamentos afetivos na vida adulta. Até o outro (espelho) nos ajudar a ter uma compreensão melhor sobre nós mesmos e sobre este nosso vazio (universal e particular).

Fato é que a forma com a qual a humanidade lida com o seu abandono interior tem uma relação direta com o sentimento de baixa estima e auto aversão. O que posiciona o ser humano num lugar em que, não só ele desacredita em seu próprio potencial, mas também assume uma posição “infantil” de não desejar crescer ou assumir responsabilidade pela sua própria vida.

Adultos “crianças feridas” que não desejam crescer pois não acreditam em si mesmas, e que se abdica

m de exercer sua consciência e responsabilidade pessoal. Ao fazê-lo, abrem mão de sua liberdade por uma falsa sensação de segurança, seguindo ordens de autoridades e adotando suas crenças que buscam justificar a “vida como ela é” e doutrinar sobre como ela deve ser. Fazemos isso quando crianças e seguimos fazendo na vida adulta.

O abdicar da liberdade em troca de segurança por medo de assumir as rédeas da própria vida, está na raiz de todas as esferas de controle: governo, religiões e nas dinâmicas emocionais dos relacionamentos humanos.

Essa condição aliada à natureza hedonista do ser humano nos situa exatamente onde estamos, pois não nos faltam distrações neste mundo.

A culpa não é das estruturas que detêm o poder e ditam as regras. Tampouco de uma possível minoria por detrás disso. Isso não é uma conspiração. Quem detém conhecimento, especialmente sobre o psiquismo humano, detém poder. A mente é tudo: O universo é mental.

Tudo o que nos cerca é fruto da intenção de alguém. O que aprisiona o homem é sua escolha por ignorar. A ignorância é uma escolha nos tempos atuais. Hoje o conhecimento está disponível, porém, nem todos ainda conseguem parar, questionar, negar algumas distrações, pensar por si próprio e o mais difícil: se abdicar dos ideais “seguros”, dizer NÃO e agir de acordo com a Verdade, aquela que cada um carrega em seu peito que se alinha com as leis naturais (pró-Vida).

“A ignorância de uns afeta a liberdade de todos”.
“A atitude redime o Ser”.

Enquanto não compreendermos que o nosso meio, pela nossa própria ignorância coletiva, está desenhado para nos manter inativos, inconscientes, distraídos e adormecidos quanto ao nosso potencial e real propósito quanto seres humanos, será difícil alavancarmos um futuro melhor coletivamente.

 

2. Ignorância quanto ao que é moralmente certo e errado:

Precisamos falar sobre o relativismo moral e esse é um assunto que incomoda muita gente, pois é fato que a humanidade (isso inclui eu e você) vem relativizando morais universais e essa verdade é perturbadora. Todos sabemos que matar, roubar, estuprar ou cometer qualquer ato que vá contra ou prejudique a vida é moralmente errado, no entanto, o fazemos repetitivamente.

De alguma forma os seres humanos relativizam o que é certo ou errado, num senso enraizado de autopreservação que justifica atos com os outros que jamais seriam aceitos se cometidos contra si mesmos. Precisamos estar conscientes disso.

Regra de ouro: “Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a lei dos profetas.” (Mateus 7:12).
“Não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você.”

Essa ética da reciprocidade é óbvia, ancestral, presente no discurso de todos os mestres que aqui estiveram, no cerne de todas as religiões (o que é um tanto irônico), mas mesmo assim, a ignoramos quando legitimamos atos anti-vida para com outros seres humanos (os que não são da nossa família, cor, vizinhança, país, religião, classe social, etc.).

Inclusive alguns movimentos espirituais pregam a aceitação e passividade como sinônimo de iluminação, como se meditar fosse a saída para todos os problemas do mundo. Aceitar as mudanças orquestradas pela vida as quais fogem da nossa esfera de atuação é uma sabedoria. Meditar sobre nossos problemas também. Porém, agir sobre aquilo que podemos mudar e sobre aquilo que meditamos: ainda mais. Não há redenção sem atitude.

A chave da virada de consciência passa pelo reconhecimento da nossa real humanidade. A vida e a liberdade são um direito de todos. A separação é a maior ilusão já criada neste mundo.

Existe no CORE do homem algo que a psicologia chama de “Tendência Construtiva do Ser Humano”. No fundo, todo ser humano possui o bem e a capacidade de realizar o bem dentro de si. As pessoas possuem uma orientação fundamentalmente e essencialmente positiva. Eu chamo de AMOR, a única Verdade que há.

A natureza do homem é pró-Vida pois o micro é igual ao macro, e assim como existe uma tendência à Vida e à Evolução no planeta Terra e no UNIverso, o homem não será diferente. Nosso papel como seres humanos é atuarmos como inter-médiuns da Verdade na Terra (guardiões e à serviço da vida aqui) pois somos supremos neste lugar.

Porém, como vimos, alcançar o CORE não é fácil. Não só pelo abandono que nos insere num contexto de medo absoluto, mas pelo nosso meio corroborar tais condições.

O medo produz ignorância, negação, confusão, necessidade de controle e caos (o mal manifestado).
O amor produz consciência, sabedoria, soberania interna, liberdade e ordem (o bem manifestado).

 

3. Falta de Auto/conhecimento:

A busca pelo autoconhecimento ou pelo conhecimento do universo (que se correspondem) ajuda o homem e a humanidade a sair desta realidade que não é o que parece ou que se não sustenta (Matrix). Questionar o seu meio, seus pensamentos e atitudes é o primeiro passo.

A busca pelo autoconhecimento normalmente é acompanhada de um aumento significativo da dor. Isso porque pedir ajuda também é algo malvisto neste mundo (herança da supremacia maquiavélica da energia masculina sobre a feminina) que faz com que o homem chegue ao seu limite, muitas vezes à atos suicidas, antes de pedir ajuda. Tamanha dor envolvida em olhar para dentro de suas almas e constatar que estiveram iludidas. As estatísticas que o digam (#setembroamarelo).

“Você não se torna iluminado imaginando figuras de luz, mas sim ao tornar a escuridão consciente. Porém, esse procedimento é desagradável, portando, não popular.” Carl Jung

O trabalho de autoconhecimento não é belo como pintam por aí. Trata-se de uma necessidade. A alma desperta quando pronta e o próprio atrito com a vida se encarrega deste movimento. Contudo, é um compromisso também moral, daqueles que já trilharam a escuridão e se ocuparam de seus processos de calcinação, de compartilhar e oferecer ajuda àqueles que estão despertando. A sombra é e sempre foi uma estrada para a criatividade.

Uma vez despertos, existirão aqueles que se importam e os que não se importam o suficiente para compartilhar e servir. Adquirir conhecimento e sabedoria (Luz) e dar vazão na mesma proporção em atitudes é a Grande Obra. Existe responsabilidade envolvida nisso. Não importa o canal ou como. Cada alma sabe.

Todos buscamos o mesmo tipo de conexão e destino. Precisamos nos libertar das correntes que nos separam e nos fazem desacreditar em nosso potencial. Tirar o foco no externo e voltar para dentro em busca dos fragmentos de sua alma, de seu acolhimento e da descoberta de como ela, mais inteira, deseja expressar a Verdade que passa em seu coração.

Nos tornarmos enfim adultos, ao assumir responsabilidade pelos nossos atos e através da gratidão, acessar nossa responsabilidade de atuação perante à Vida.

A humanidade à serviço da humanidade trazendo o melhor de si.

Que assim seja.

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1 Comment

  • JOSE
    Responder

    Esses tempos vi alguém dizer que estava “tentando” ficar nigredo. Acho que ele não tem noção do que estava dizendo.
    Por aqui a coisa tá feia mesmo. Olho pra fora e só vejo polarização, destruição, mar de plástico e outros mimos… Olho pra dentro e vejo mais escuridão ainda. Se as mulheres não tomarem a dianteira desse nosso mundo, não dou mais que quinze anos para ele se consumir. Tá aí um belo número para essa profecia (15).
    Tá osso viu. Melhor, já virou pó!

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